Feeds:
Posts
Comentários

Concurso criará banco de imagnes para o estudo do fenômeno elétrico

Com o objetivo de formar um banco de dados eficaz no estudo dos raios, o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), órgão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), lançou no ultimo dia 15 o concurso “Momento Único – A Melhor Foto e Vídeo de Raios no Brasil”. Segundo o coordenador do Elat, Osmar Pinto Júnior, com o concurso será possível observar as características dos raios que acontecem de forma diferente nas regiões.

O Brasil é o país com maior incidência de raios no mundo. Cerca de 60 milhões de descargas elétricas atingem o solo brasileiro por ano. Segundo o Elat, a posição em que o país se encontra no planeta, numa zona tropical, e sendo o maior dentre eles com baixo relevo montanhoso e alta umidade, favorece a formação de descargas elétricas. Em pesquisa divulgada para o biênio 2007-2008 na região centro-sul do país, Guarulhos (SP) teve a maior densidade de descargas elétricas: 13,23 raios/km².

Foto tirada pelo Dr. Osmar Pinto Júnior

Apesar do alto número de descargas, o acervo de imagens no Brasil e muito reduzido. Por esse motivo, o Elat junto com o INPE decidiu criar o concurso. “O fato de nunca saber onde o raio vai acontecer dificulta a captura de imagem e, por isso, fotografar relâmpagos requer paciência”, completa o coordenador.

O professor de física Cleovan da Silva Porto explica que existem dois tipos de raios, positivos e negativos, o que define sua formação. “Os raios positivos são mais longos, duram mais tempo que os negativos”. Eles podem ser de nuvem pra nuvem, da nuvem para o solo, ou do solo para nuvem. E só podem ser analisados pelas imagens, ou por observação.  Segundo o coodenador do Elat, o concurso vai auxiliar na pesquisa das características regionais do fenômeno.” Sabemos, por exemplo, que no Sul caem muitos raios positivos que duram mais tempo, e no Sudeste caem raios negativos e eventualmente positivos”, afirma.

Concurso

O coordenador do ELAT, Osmar Pinto Júnior, dá alguns conselhos para os fotógrafos amadores que desejam participar do concurso. Uma das dicas é tentar controlar o tempo de exposição. “Numa boa foto ficaria em torno de 30 segundos”. Ele ainda alerta que um erro comum é ficar movendo a câmera para diversas direções. “Foque na tempestade e em uma direção. Aguarde, não desista, e observe também o que está ao fundo da imagem, pois isto ajudará a realçar a beleza do relâmpago”, complementa o coordenador, que inclusive já fotografou muitos raios ao longo de sua atuação no ELAT.

O autor da melhor foto e do melhor vídeo será premiado com passagem aérea para o Rio de Janeiro, para participar da solenidade de abertura e coquetel da Conferencia Internacional de Energia Atmosférica (ICAE 2011) que serão realizados no dia 7 de agosto, quando serão homenageados os vencedores. As melhores fotos e imagens poderão ser integradas ao documentário ,”Fragmentos de Paixão ? Que Raio de História”, que será lançado em fevereiro de 2012, produzido pelo ELAT.

Os interessados em participar do concurso devem acessar o site www.inpe.br/elat no link notícias – concurso. Poderão se inscrever fotógrafos amadores e profissionais de todas as regiões do país, até 30 de junho.

Empresas financiam programa de empreendedorismo para jovens estudantes do DF 

Por Jefferson Bispo

Estudantes do ensino fundamental e médio, de escolas públicas e particulares do Distrito Federal recebem desde 2004 cursos de empreendedorismo, ética, e meio ambiente gratuitamente. O programa já atendeu 55 mil alunos. Só em 2010, foram 18.331 beneficiados pelo programa.  O objetivo é despertar nos jovens, ainda na escola, o espírito de empreendedor, estimulando o desenvolvimento e facilitando a inserção no mercado de trabalho. O programa é desenvolvido pela Associação Junior Achievemente em parceria com o grupo Voluntários Candangos.

Divididos por séries, os cursos mais rápidos têm duração média de cinco horas aulas. Já o mais concorrido, que é desenvolvido com jovens do segundo ano do ensino médio, o Miniempresa, tem duração de 15 semanas em encontros semanais de três a quatro horas no turno contraio as aulas. Os alunos montam sua própria empresa e a administram. Fazem a divulgação dos produtos, captam recursos por meio da venda de ações da miniempresa e realizam a venda dos artigos fabricados em exposições na escola e em um shopping parceiro do projeto.

A diretora do Centro Educacional Paulo Freire, na Asa Norte, Maria Ezenaura, explica que a escola apenas cede o espaço físico aos voluntários. São os próprios alunos que decidem o que vão produzir, comenta. O sucesso do projeto depende do empenho dos alunos. Nas aulas são cobrados valores como responsabilidade, pontualidade e criatividade para o bom andamento do miniempresa “Por duas vezes, o programa teve sucesso na escola. Outra vez, não houve empenho dos alunos. eles começaram a faltar e o número de alunos ficou muito reduzido,” conclui a diretora. 

Segundo a gerente executiva da Junior Achievement no Distrito Federal, Olívia Völker, os programas “As vantagens de permanecer na escola”, “Nosso Mundo”, “Economia pessoal” e “Vamos falar de ética” trabalham com crianças da quinta a sétima série. A proposta é estimular o jovem a descobrir seu potencial e introduzir aspectos econômicos na vida destes estudantes. A associação é desvinculada de grupos políticos, governo ou religião. Todos os custos dos programas são pagos pela Junior Achievement

As aulas são ministradas por profissionais voluntários nas áreas de pedagogia, marketing, administração, gestão empresarial, psicologia e recursos humanos, geralmente funcionários de empresas parceiras da associação, ou por estudantes de graduação. Os voluntários recebem treinamento em grupo durante uma ou duas horas em um sábado determinado pela associação. Os estudantes de graduação podem usar as horas do voluntariado como crédito complementar nas instituições onde estudam.

 

A associação

Criada em 1919, pelos norte-americanos Horace Moses e Theodore Vail, a Junior Achievement e uma associação educativa sem fins lucrativos, mantida por empresas privadas de varias partes do mundo. Atualmente opera em 123 países. Chegou ao Brasil em 1983, instalando sua sede em Porto Alegre (RS). Desde então 2,3 milhões de estudantes já foram beneficiados pelos programas nos 26 estados e no Distrito federal. 

Para participar os interessados nos programas devem procurar a Associação Junior Achievement, que fica na SEPN 506 Bloco C Subsolo Sala 4- Prédio da Polícia Rodoviária Federal – Asa Norte Brasília (DF), pelo telefone (61) 3340-6127 ou por E-mail jadf@jadf.org.br. Outras informações podem ser acessadas pelo site www.jadf.org.br.

Brasília do espaço

Da Veja on-line,

(Paolo Nespoli/ESA)

A bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) desde o dia 15 de dezembro, o astronauta italiano Paolo Nespoli postou no Twitter (@astro_paolo) uma foto de Brasília tirada na madrugada desta quarta-feira. O astronauta está em uma missão de seis meses que realizará uma série de experimentos no espaço.

Na parte central da imagem é possível ver o desenho do plano piloto e o contorno do Lago Paranoá. É possível observar também as regiões administrativas da capital do país, como Sobradinho e Planaltina, à esquerda da imagem, e Ceilância e Gama, à direita.

Por Jefferson Bispo

Logo dos jogos foi apresentando no revillon de Copacabana

O ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou em setembro de 2010, a Medida Provisória 503/10, que cria o consórcio Autoridade Pública Olímpica – APO. Formada por representantes do Governo Federal do Estado do Rio de Janeiro e pelo Município do Rio de Janeiro, o novo órgão será responsável pela coordenação e monitoramento das obras de infra-estrutura e projetos das Olimpíadas e Paraolímpiadas do Rio de Janeiro em 2016.

A APO será responsável por realizar estudos técnicos e pesquisas, firmar contratos e acordos de qualquer natureza, contratar e executar obras referentes a Carteira de Projetos Olímpicos (conjunto de obras e serviços selecionados como essências à realização dos Jogos) por meio da Empresa Brasileira de Legado Esportivo S.A – BRASIL 2016. Criada pela MP 488/10, a BRASIL 2016 é uma empresa pública que tem por finalidade prestar serviço à APO e outros órgãos ou entidades responsáveis pela execução dos projetos da Carteira de Projetos Olímpicos. Ficará também sob responsabilidade da APO o Contrato de Rateio, que garante o comprometimento dos  consorciados a fornecerem recursos financeiros  para realização das despesas do consórcio.

O órgão terá sede no município do Rio de Janeiro, podendo ter uma sucursal no Distrito Federal ou em qualquer outra localidade relacionada à preparação dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. Serão órgãos da APO, o Conselho Público Olímpico, a Presidência, o Conselho de Governança, o Conselho Fiscal e a Diretoria Executiva. O presidente da APO será escolhido e nomeado pelo Presidente da República mediante aprovação do  Senado Federal. Já o conselho de Governança será composto da seguinte maneira: o Presidente da APO, o Diretor Executivo, cinco representantes do Governo Federal, dois representantes do Estado do Rio de Janeiro, dois representantes da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, um representante da sociedade civil e um representante do Comitê Rio 2016.

“Lixeiros”

Quem são as pessoas que coletam o seu lixo e quais são os riscos que elas correm

Por Giulia Batelli e Jefferson Bispo

Correndo atrás do caminhão e segurando sacos de lixo, Paulo Gonçalves, 33, pulou no estribo cheio de cascas de banana e escorregou. Se em desenho animado essa cena só rende risada, na vida real rendeu a Paulo 11 dias de atestado pela sua perna machucada. Acidente é o que não falta na corrida diária da coleta de lixo em Brasília. O coletor Wellington Silva, 32, afirma que quem trabalha na coleta vive tenso, “ porque é um trabalho perigoso. (O profissional) tem que ter coragem” e tem que estar precisando muito de dinheiro, garante.

As luvas e as botas são de borracha. As roupas, de malha. A reclamação mais frequente dos coletores é a de que o uniforme que usam não é suficiente para protegê-los. “A gente merece mais proteção para trabalhar, devido ao serviço. A luva deveria ser de couro”, alega Wellington.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Urbana no DF (SINDLURB), Marcio Luis de Sales, o uniforme dos coletores está de acordo com a lei. ”As luvas de couro só são usadas pelos coletores que fazem a coleta hospitalar por esse lixo ser mais insalubre. Para os coletores de lixo domiciliar, tem que ser emborrachada para dar mobilidade”, alega Sales. Ainda aponta que as pessoas precisam se conscientizar “quando forem armazenar seu lixo para que não aconteça algum tipo de acidente com os trabalhadores.”

Há situações em que não basta estar protegido, é preciso que o profissional esteja atento. Paulo conta que conhece pessoas que perderam dedo no compactador do caminhão.

É comum os coletores perderem ou machucarem alguma parte dos seus corpos no compactador.(Foto: Giulia Batelli)

Wellington relata que um colega de trabalho costumava andar com uma das pernas na parte de dentro do caminhão até o momento em que se descuidou e a perdeu. Procurados pela reportagem, representantes do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) não concederam entrevista. Segundo Sales, são feitas palestras sobre precauções apenas para os novos funcionários da empresa. O presidente do sindicato acrescenta que os coletores acabam se machucando “no anseio de fazer o serviço logo, ou por falta de atenção.”

 

O conteúdo dos sacos de lixo também é perigoso. No pronto-socorro de cirurgia e de clínica da Ceilândia, Emanuel Damasceno, 25, acompanhou o caso de um coletor que, segundo relato, deveria ter por volta dos 20 anos e apresentava uma “lesão perfuro contundente.” O trabalhador pegou, sem luva grossa de proteção, um saco de lixo com “um espeto de ‘churrasquinho de gato’ que trespassou a mão entre o 2° e 3° dedos.” Continuar Lendo »

Homem atropela taxista

Exercício feito em aula. Todos os nomes e fatos são fictícios.

O taxista Manuel Pereira, 54 anos, atropelou assaltante que pretendia render van escolar. Por volta das seis horas da manhã ontem, o taxista foi surpreendido por quatro assaltantes na Avenida Ayrton Senna, zona norte do Rio de Janeiro. Os bandidos não queriam o dinheiro do taxista, mas, sim usar o táxi para assaltar um carro forte na agência do Banco do Brasil. Os quatro homens morreram na ação.

Manuel Pereira foi rendido por quatro homens armados, que atravessaram na rua um Honda Civic. Obrigado a parar o carro dois criminosos entraram no táxi, enquanto os outros dois seguiram no Civic. Os assaltantes chegaram à agência do BB e anunciou o assalto, os seguranças que faziam a escolta do carro forte reagiram atirando contra os bandidos. Ewerton Moreira, 24 anos, que ficou no carro com o taxista e apontava uma pistola para a barriga de Manuel desde a rendição, ordenou que ele fugisse do local e seguisse para a favela da Cidade de Deus.

Enquanto dirigia, o taxista notou que o bandido falava ao celular pedindo permissão para o táxi entrar na favela em alta velocidade. Percebendo o nervosismo de Ewerton que conversava e tentava manter a arma apontada, Manuel não pensou duas vezes e jogou o carro contra um poste, do lado em que Ewerton estava. A arma do criminoso caiu e disparou, atingindo de raspão a coxa direita do taxista. Ewerton saltou do carro e correu na direção de uma van escolar. Percebendo que o bandido iria render o veículo, Manuel acelerou o carro e o atropelou “Como a batida no poste foi na lateral do carro, o motor não ficou tão danificado. Não sei o que me fez reagir, acho que foi Deus”, conta Manoel. Ewerton teve traumatismo craniano e morreu durante a tarde de ontem. Os outros três bandidos morreram baleados na agência bancária. O taxista foi levado ao hospital e liberado logo em seguida. Ele terá que responder a inquérito policial “Mudei de ponto e agora vou mudar de cidade. O Rio de Janeiro não dá mais.” declarou.

Alunos reclamam mas, boa parte das queixas não chega aos ouvidos da direção

Fotocopiadora do campus Edson Machado do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB), recebe reclamações por filas demoradas e computadores insuficientes, mas os responsáveis não têm controle da situação por falta de iniciativa dos estudantes

08h40min da manhã. Muitos alunos criam um tumulto em frente à bancadada fotocopiadora da empresa terceirizada Panacopy, responsável pelo serviço de impressão do IESB. Alguns querem apenas imprimir, outros querem tirar cópia ou encadernar algum documento. Mas a frustração é geral, a recepção dos funcionários é demorada e o número de pessoas aguardando para serem atendidas se acumula com o tempo. “O atendimento é muito devagar, deveria ter mais pessoas para ajudar os alunos, principalmente nas horas de pico”, afirma a aluna do segundo semestre de Jornalismo, Keury Almeida (19).

O quadro também incomoda os funcionários, já que o fluxo é superior à capacidade dos dois únicos encarregados pela unidade de foto-reprodução. Acreditam que para resolver o problema do inchaço nos horários de maior uso é necessário adotar novas medidas. “Para melhorar, seria interessantemais um funcionário ou outra copiadora para distribuir melhor o fluxo de alunos”, declarou Alan Bruno (21), atendente da empresa.

 O ouvidor da instituição, Elvis Araújo (25), informou que poucos alunos reclamam sobre o mau funcionamento da reprografia. “Há queixas, mas são poucas as que chegam para nós. Os alunos não fazem reclamações formais”, defendeu.

Dos 20 alunos entrevistados, apenas uma respondeu estar satisfeita com o serviço de foto-reprodução oferecido pela faculdade, e alegou não frequentar tanto o local, apenas quando a impressora que tem em casa apresenta defeitos. Boa parte dos estudantes tem consciência da desorganização, mas apenas uma pequena parcela afirmou já ter se queixado na ouvidoria.

Outro problema notável é a falta de conscientização entre os estudantes para o uso dos computadores. Muitas pessoas utilizam as máquinas para outros fins, que não os estipulados pelas regras da copiadora. “Conheço as regras e as cumpro. Diferente de algumas pessoas que deixam para formatar e revisar seus documentos nos próprios terminais de acesso antes de seremimpressos, o que é vetado pelo regimento da reprografia”, afirma um dos alunos que frequentam diariamente o local, André Ribeiro (19), estudante do terceiro semestre de Jornalismo. O painel com as informações encontra-se na parede em frente aos computadores, mas mesmo assim, muitos insistem em desrespeitá-lo. Uma aluna do primeiro semestre de Publicidade utilizouuma das máquinas de 09h55min às 10h33min, período em que há maior movimentação. Essa atitude colaborou para o congestionamento na fila.“Sempre que eu vou à copiadora tenho algum problema porque as pessoas autilizam de forma inadequada. Não tem fiscalização”, reforça a estudante dosegundo semestre de Jornalismo, Lidyane Barros (19).

Os computadores são alvo de mais queixas. Apenas quatro máquinas estão disponíveis para todos os 7138 alunos (dados de 27/10/2009) do campus.“Muitos trabalhos, muitos cursos, muitos alunos, filas quilométricas, e somente quatro computadores”, declara Victor Correia (19), estudante do terceiro semestre de Jornalismo. Além disso, vários estudantes reclamam de máquinas quebradas ou desligadas, diminuindo ainda mais o número de computadores. O atendente da fotocopiadora, Alan Bruno, declarou que a instituição era a responsável pela manutenção dos terminais. Em contrapartida, um dos técnicos em manutenção de informática do IESB afirmou que essa tarefa era parte também da Panacopy, embora a faculdade preste pequenos serviços emergenciais para não agravar o quadro das filas. “Defeitos em software ou de rede são concertados pelo IESB, masdefeitos mais graves são reparados pela própria Panacopy”, afirma o técnico. No entanto, os alunos continuam inconformados com o sistema empregado. “Já foi verificado no começo do semestre apenas um de quatro computadores em funcionamento durante uma manhã inteira. Ninguém veio arrumar essa emergência”, sustenta Lidyane Barros.

O diretor administrativo do campus, Lutero Leme, assegurou que periodicamente faz reuniões com os responsáveis da empresa terceirizada, a fim de avaliar como os problemas estão sendo solucionados. Afirmou, ainda, que novas propostas estão em andamento. “Estamos refazendo o layout do espaço de reprografia. Os computadores ficarão junto ao balcão, para não haver o uso indevido e agilizar o envio de arquivos”, afirma Leme. Apesar disso, o diretor disse que não há planos para ampliar o número de computadores.

As reclamações não se limitam apenas ao campus Edson Machado da Asa Sul. Relatos de pessoas em desacordo com o mesmo serviço no campus Giovanina Rímoli, da Asa Norte, também são pertinentes. “A copiadora em sua função é boa, mas não supre as necessidades de todos os estudantes,cuja quantidade não é proporcional à capacidade oferecida pela faculdade”, lembra Larissa Gusmão (21), estudante do terceiro semestre de Direito do campus norte.

Isabella Corrêa e Jefferson Bispo

Música de outros ouvidos:

artes desconhecidas

 

Ouvidos que não estão acostumados a escutar música diferenciada, passam sem perceber artes singelas que rodeiam uma sociedade. Já os que ouvem, sabem sentir com simplicidade uma música tocada em qualquer lugar que seja.

Por Isabella Corrêa, Giulia Batelli e Jefferson Bispo

Dia quente, pessoas correndo, tempo acelerado, bombardeamento de informações, filas enormes, aglomerações humanas. Os dias estressantes semeados pelas obrigações do cotidiano e o tempo que se torna cada vez menor, colaboram para que as pessoas esqueçam o belo que há em volta. O poder do dinheiro e a busca pelo prestígio fazem das coisas supérfluas, necessárias, e das coisas necessárias, supérfluas. Uma televisão ou carro do ano se tornam mais importantes do que alguns minutos ouvindo alguém tocar ou cantar, mais importantes do que apreciar um quadro artístico.

Há quem diga que para se ter acesso a cultura é preciso ter dinheiro, um carro e tempo. Na correria, as pessoas esquecem a infinidade de coisas que podem se tornar arte diante dos olhos. Para desfrutar a cultura não é necessário ir a um teatro, cinema ou concerto. As diversas formas de arte estão inseridas no dia a dia de quem mora dentro de um ambiente social razoavelmente civilizado. A cultura não é algo que se pode separar da sociedade. Ela cria uma sociedade sensível aos sentidos.  “O artista é criador de coisas belas. Revelar a arte e encobrir o artista é a razão de ser da arte”, já dizia Oscar Wilde. Existe arte em tudo, desde que haja olhos suficientemente capazes de enxergar, independente de quem a faz.

 Brasília é um bom exemplo de arte oculta que se revela. Um lugar onde milhares de pessoas andam apressadas sem olhar para os lados, preocupados com o horário, com os compromissos inadiáveis, o engarrafamento e o salário no fim do mês. Sem precisar sair dos ambientes rotineiros, é possível ter acesso a cultura apenas prestando atenção ao redor. Existem bons artistas divulgando seus trabalhos nas ruas da cidade, mas não são vistos. De manhã cedo ao pegar um ônibus, no caminho para o trabalho ou escola,indo a um hospital ou clínica. Voltar de um dia exaustivo ouvindo alguém tocar na estação do metrô ou na rodoviária. Assim é a tentativa de alguns músicos da capital, tentar fazer surgir novos ouvidos e olhares para suas artes.

                   Um motorista na voz e violão

"A música é tudo para mim", declara Duda. Para ele, não há nada mais gratificante do que tocar, já que representa a própria vida.

Um público amigo. No meio da música acenos e sorrisos. Luiz de Pietro Vieira (48) canta com a alma. Tanto sua aparência quanto a sua voz lembram a do cantor Lulu Santos. Demonstra tranquilidade e serenidade diante do microfone. Sabe o que está fazendo. Toca desde Tim Maia até Geraldo Azevedo. Faz no improviso o que pedirem e o faz com graça e vontade. Com a ajuda de um violão, teclado e alguns efeitos sonoros, ele realiza um show para si mesmo no bar em que toca. Sob mesas cheias de clientes, poucos são os que prestam atenção e, a música acaba sendo para ele próprio.

Pietro tem dois trabalhos. É motorista do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e toca às sextas-feiras, por volta das 19 horas, no bar Varanda’s, na 713 Norte.

Duda, apelido de infância pelo qual é conhecido, estudou três anos de violão de seis cordas no Clube do Choro. Sempre viveu de música, porém nos últimos três anos passou a trabalhar no MMA.

Pietro foi estimulado a estudar música pela família e por amigos que tocam. O motorista já guarda na história a herança musical, sua mãe foi cantora de rádio e seu avô tocava violão erudito. Além de cantar, toca cavaquinho, teclado e violão. O músico já embalou as pessoas com música popular brasileira em alguns eventos do MMA. “A música me completa. É tudo para mim, o ar que eu respiro” declara.

Duda é divorciado e tem três filhos. A exemplo do pai, dois de seus três filhos são músicos. Apesar de terem começado há pouco tempo, os meninos tocam cavaquinho, violão e um deles toca percussão. Costumam se apresentar em clubes. Ao contrário do que se pode pensar, Pietro não pensa em montar uma banda com os filhos. Quer seguir carreira solo. Já compôs músicas e pretende lançar um CD feito em “fundo de quintal”, como brinca. Quando perguntado sobre divulgação de seu trabalho na internet, Duda afirmou não ter vontade de publicar suas músicas neste cyberespaço, dizendo que muita gente se aproveita, e que quer divulgar seu trabalho de boca em boca.

 Assista a performace do artista aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=gDDObPjmpLk

                 Música para amenizar a dor

"Quando eu toco uma música que lembra algo, as pessoas se emocionam", diz Alan Cruz a respeito do seu trabalho como voluntário.

O baiano Alan Cruz (23) é um dos 13 músicos da empresa de laboratórios Sabin e voluntário do Hospital Universitário de Brasília (HUB) na 605 Norte, além de tocar na Igreja Nossa Senhora de Fátima na última terça-feira do mês.

A maior paixão sempre foi a música. Seus familiares, sendo a maioria do ramo musical, o incentivavam a seguir o mesmo destino, pois viam nele o talento herdado. “Sou música até morrer”, revela o cantor e violonista.

O trabalho no laboratório Sabin o fez perceber que nem sempre as pessoas param para perceber uma arte. Ele afirma que ao mesmo tempo em que algumas pessoas apreciam quando ele toca músicas, outras não recebem tão bem por estarem preocupadas. “Como músico nós temos o papel de tranquilizar, porque já foi provado cientificamente que a música ajuda nessa parte de amenizar a dor”. Este projeto de música no Sabin já tem oito anos, dos quais faz parte há um ano e nove meses. O intérprete faz trabalhos voluntários, dedica uma hora do seu dia para tocar em hospitais. Ele acredita que tocar para os doentes é um ofício muito gratificante. Se sente realizado em poder ajudá-los de alguma forma e mostrar a música como uma realidade mais bonita. “É mais gratificante para mim do que para eles”, confessa o baiano em relação ao trabalho que realiza como voluntário na ala de quimioterapia do hospital. Cruz diz fazer voluntariado desde a época em que fazia catequese quando precisavam de alguém para cantar na igreja.

Nascido em Livramento de Nossa Senhora, Alan Cruz começou a tocar aos dez anos de idade. Veio para Brasília em 2005 estudar música. Inicialmente, Brasília não estava em seus planos. Suas primeiras opções foram Rio de Janeiro e São Paulo. No final de Dezembro de 2004, lhe foi feito um convite para estudar na Capital, ao qual aceitou de prontidão. Ao chegar à cidade, percebeu que não conseguiria viver somente de música. Começou a trabalhar no STJ (Superior Tribunal da Justiça) como mensageiro, embora soubesse que não era isso o que queria realmente. Em 2008, Cruz ficou sabendo que estava sendo feitos testes com músicos no laboratório Sabin. Não hesitou e fez o teste, ao qual passou e pôde, enfim, deixar o emprego no STJ.

 Assista a performace do artista aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=lRQ5uNCw6Jo

                         Boa música nos ônibus

"Quando é dia de pagamento todo mundo compra. Ai quando não é, só dão um trocado, uma ajuda", revela Vctor Lozano fazendo graça sobre os CDs que vendem nos ônibus.

Victor Lozano sempre esteve em contato direto com o transporte coletivo na Bolívia, seu país de origem. Quando tinha 30 anos, trabalhou como motorista de ônibus conduzindo os passageiros aos seus destinos. Hoje, na faixa dos 45, ele ainda o faz, mas de maneira diferenciada. Em vez de dirigir o automóvel, conduz os ouvidos de cada pessoa que espera dentro do ônibus.

Sua estrada como “músico de ônibus” começou quando a empresa de coletivos em que trabalhava quebrou. Desde então, viu sua vida resumida a quase nada. Sem emprego e dinheiro, não imaginava que sua trajetória iria voltar para o mesmo ciclo de antes, exceto por um diferencial importante: não dirigia mais um  ônibus, mas embalava o som dos trajetos e fazia algo prazeroso sendo músico, embora, para ele, as duas funções o satisfaria de forma similar. “Acho que poderia ser as duas coisas. Ser motorista de manhã e depois trabalhar como músico”, afirmou o boliviano.

O som chama a todos com um ritmo regional  muito envolvente. É levado por um sicus, espécie de flauta, típico andino, e um instrumento semelhante ao violão, denominado charango. Para acompanhar a música, o filho, Erick Lozano, toca um bombo. Cria-se um clima confortável e irreverente, despertando os sonolentos e chamando a atenção dos dispersos. Uma das músicas tocadas, tornerai tornero, típica canção italiana, foi recebida com emoção. “Isso que eles fazem é mágico”, afirmou uma das passageiras que acompanharam os músicos em um trajeto.

Victor Lozano começou a tocar em 1995 quando uns amigos o chamaram para ir a Argentina trabalhar com um grupo musical. Ao conhecer Assunção, capital do Paraguai, o convidaram para tocar no Brasil. Conheceu inúmeras cidades brasileiras até chegar a Brasília, onde vive há cinco anos. O músico pai de família também já tocou em diversos países da América latina como: Chile, Argentina, Equador, Colômbia, Paraguai, Peru e Brasil. Deixou esposa, quatro filhos e vários netos para trás em busca do sonho de seguir andando com a música. A família, no entanto, sempre o incentivou a não desistir. “Acham que aqui no Brasil um homem pode viver da música”, revela o filho dizendo o que os familiares pensam sobre o ramo musical no país. Os dois enfatizam, ainda, como Brasília é receptiva ao trabalho artístico que realizam. “É um povo muito hospitaleiro. Gosto bastante das pessoas, quando vêem que são de fora eles ajudam muito” diz Victor.

Assista a performace dos artistas aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=dV3_dmq76Zw

                            Um rock diferente

"Eu sou movido à música e o tempo todo estou escutando um som", confessa o motorista mostrando a capa do seu primeiro CD.

Pop Rock gospel, esse é o som produzido por Maicon Figueredo (29), integrante da Banda gospel Hevron. O músico, além de trabalhar como motorista no Ministério do Meio Ambiente (MMA), se realiza aos finais de semana ,apresentações  tocando guitarra na da banda religiosa.

Seu interesse pela musica começou aos 13 anos, ouvindo grandes artistas do rock como Guns N’ Roses e Metállica. Seu pai o presenteou com sua primeira guitarra e, desde então seu interesse pela música foi crescendo cada vez mais. Maicon, como simplesmente prefere ser chamado, passou a ter aulas de música para dominar o instrumento e tocar pelas casas de shows.

A participação na banda Lady Jane deu inicio a carreira como guitarrista. A banda era voltada para o rock e já vinha conquistando um público cativo na década de 90 em Brasília. Cerca de três anos, a banda se desfez por haver desentendimentos entre os integrantes. “A gente optou por mudar o trabalho. Conciliar banda é um trabalho! É como se fosse um casamento, têm que se dar muito bem com as pessoas, e chegou um tempo que a galera já não estava se dando bem”, justifica o músico sobre o fim da antiga banda.

Já o ingresso na vertente religiosa da música, se deu por problemas com a bebida, que o fez passar por alguns constrangimentos. Maicon diz que bebia muito quando tocava em bares e casas de show. Estava cada vez mais perto de atingir o sucesso musical com sua banda e se sentir mais perto da fama, a ponto de esquecer o principal motivo por estar lá: a música. Ele não se via mais diante de si próprio, já não era o mesmo. Para sanar esse problema, percebeu que precisava de ajuda, e a encontrou na Igreja. “Eu tinha problemas com álcool. Foi o motivo de eu procurar a força maior, que é Deus, para que eu pudesse mudar minha vida”, confessa. Hoje ele é integrante da banda Hevron, grupo religioso que usa as músicas para pregar a palavra de Deus.

Como motorista e musico aos finais de semana, ele diz que apesar de ser corrido, é gratificante fazer o que ama. “O objetivo é chegar a viver com musica”, diz o músico, mostrando o primeiro CD gravado pela banda com o titulo Hevron – Filhos da Luz, que esta sendo produzido em São Paulo e terá seu lançamento no dia 30 de Novembro, na Avenida central do Novo Gama-DF.

Assista a performace do artista qui:

http://www.youtube.com/watch?v=yoEP2IiZAaY

Contato:

Luiz de Pietro Vieira

luiz@yahoo.com.br

telefone: (61) 33171032

Alan Cruz

alancanta@hotmail.com

Telefone: (61) 96085113

Victor Lozano e Erik Lozano

panchito_charango@hotmail.com

Maicon Figueredo Lima

maicolfll@hotmail.com

www.myspace.com/bandahevron

Telefones: (61) 91589310 – (61) 36299432

 

Posts mais antigos »

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.